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A cor também diz muito sobre quem vive ali

Foto do escritor: Valéria Souza
Valéria Souza
29 de ago.
2 min de leitura

A escolha das cores em um projeto vai muito além de combinar tons ou seguir uma tendência. A cor interfere diretamente na forma como percebemos um ambiente e pode contribuir para sensações de aconchego, tranquilidade, energia, concentração ou até desconforto.


É aí que entra a psicologia das cores. Tons quentes, como terracota, vermelho, laranja e alguns amarelos, costumam ser percebidos como mais estimulantes, acolhedores e cheios de presença. Já os tons frios, como azul, verde e algumas variações de cinza, tendem a transmitir mais calma, introspecção e sensação de equilíbrio.




Mas eu não gosto de tratar isso como uma regra pronta. A nossa relação com as cores também passa pelas nossas experiências, memórias, cultura e, principalmente, pela personalidade.


Inclusive, uma coisa que tenho percebido nos meus projetos é que clientes mais reservados frequentemente se sentem mais confortáveis com cores frias, suaves ou menos saturadas, enquanto pessoas mais expansivas costumam se identificar mais facilmente com cores quentes e intensas. Não significa que isso aconteça sempre, e nem que exista uma “cor para cada personalidade”, mas é uma relação interessante que observo durante os briefings e escolhas de projeto.


E personalidade também não significa excesso de cor. Uma pessoa pode se identificar com uma paleta completamente neutra e ainda assim ter uma casa cheia de identidade. Da mesma forma, podemos trabalhar várias cores sem deixar o ambiente pesado.


Por isso, antes de escolher uma cor apenas porque ela está bonita em uma referência, eu gosto de entender como aquela pessoa quer se sentir naquele espaço.


No final, a melhor paleta não é necessariamente a que está em alta. É aquela que combina com a rotina, com a personalidade e com a sensação que queremos construir naquele ambiente.

 
 
 

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